Minha alma é como o mar,
composto por uma imensidão de gotinhas
transformadas em ecos
que se escutam ao longe
numa suave melodia
como o marulhar das ondas suaves da alma.
Assim são os meus ecos...
suaves como os murmúrios do mar
e levados nas asas de uma gaivota.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

os ecos da alma ouvem-se nas palavras que silenciosamente se escrevem através da alma de poeta.

16 comentários:

Jardineiro do Rei disse...

Dos sons do meu silencio...

Eis uma elegia aos simples...
De uma alma que cala o seu sofrer e que tenta navegar em mares de calmaria.
Eis alguém que vive num turbilhão de emoções e sentires. Que trava uma luta entre o racional e o emocional.
Um ser que foi magoado e que teme amar de novo...
A eterna dicotomia entre a emoção e a razão...

Jardineiro do Rei disse...

Minha alma nua...

Amor, amor, amor. Nunca poderás ser demasiado velha para dar e receber amor. Quando dás amor, ele, voltará a ti, depositando-se no teu coração, em forma de um sorriso, fazendo-te sentir realizada e espiritualmente completa.
Ama... Ama! Que amar é um hino... um instantâneo de beleza captado, num momento, pelo poeta (tu) para a eternidade...

jardineiro

Jardineiro do Rei disse...

Metade da tua alma é feita de amor...
A outra metade também.

jardineiro

Jardineiro do Rei disse...

Minha alma rasgada

É sempre tempo... apetece-me dizer!
É sempre tempo de abrir a alma ao mundo.
À vida... ao amor...
Mas amar é isso mesmo. É sentir aquele aperto no coração. É aquela lágrima teimosa que se esvai pelo rosto. Um sofrimento feliz.
Contradição? É! Mas o amor é isso mesmo... contradição. É choro feliz! É coisa de gente feliz com lágrimas...

Aquilo que tu sentes é o conflito entre o racional e o emocional.
É o medo da aventura desconhecida e a esperança da felicidade, embora efémera... por isso o sofrimento.

Amor é algo que tu não podes prever. Ele surge abrupto. A irromper e a romper com falsas capas de protecção.

E lá está o eterna luta entre a razão e a emoção. A razão a puxar-nos para a terra e a emoção a fazer-nos tocar o intangível...

As noites, Deus, as noites são nuas e vazias e ao mesmo tempo cheias de palavras sussurradas ao ouvido ao deitar...

Jardineiro

Jardineiro do Rei disse...

Se eu soubesse...

Se tu soubesses onde se esconde a tua alma... talvez lhe segredasses que viver e amar é o conceito supremo de vida em plenitude.
Se tu soubesses onde se esconde a tua alma... mas será que a tua alma está mesmo escondida? Ou és tu que a não queres olhar de frente e dizer-lhe o quão belo é o amor?
Mas afinal o que é o amor? É embarcar num veleiro sem timoneiro e deixar que a brisa morna e suave, o vento pequenino e suave te leve a bom porto?

jardineiro

Anónimo disse...

Foi na imensidão desse mar que encontrei a humildade na fragilidade da sua espuma...eis que tento um regresso numa epopeia vazia, envolta de permanentes convulsões de uma saudade que tolda letargicamente os dedos de quem sente.

Deixo-lhe o meu apreço e um leque de sorrisos...

Anónimo disse...

Os teus poemas são de um narcisismo sem precedentes, que tal desceres à terra e seres igual ao comum dos mortais???

silencio das palavras disse...

Ao anónino que comentou os meus poemas no dia 21 de setembro de 2011 apenas respondo com um sorriso e com umas simples palavras...apenas escrevo aquilo que me vai na alma, se isso é ser narcisista, então sou..obrigada

Anónimo disse...

ler é conhecer!
Conheço-te pelo que escreves, pela sensibilidade que emerge de ti...
Conheço-te pela simpatia diária... e pela partilha.
Gostei muito!
ex.m45

olhar.discreto disse...

Eis....que aqui vim parar ,por um caminho indicado por alguem que muito tem do que eu vivo...do que eu sinto....alguem ao mesmo tempo diferente de mim...onde nas palavras encontra o sossego,desta inquietude que e o dia a dia...Eis que aqui encontro mais um refugio...onde a proximidade e extremamente graciosa...onde se encontra a alma...nua...de alguem muito especial!parabens..um sorriso nos seus dias e um ate ja !

Anónimo disse...

Qual a parte do corpo de uma mulher que mais fascina o homem? Aos outros não sei, a mim, são as lagrimas...nascem nos seus olhos, vivem no seu rostro, e morrem nos seus labios, labios estes que sussurraram cada palavra destes lindissimos poemas...so uma pesssoa com uma grande sensibilidade conseguiria escrever desta forma...transmitindo uma enorme sinceridade em cada palavra. Muitos parabens, espero que nunca deixes de escrever. (Ja vái um pouco tarde, mas tal como disse não me esqueci, beijinhos.. Stefan :) )

trevo disse...

"Sinto-te"

Sinto neste teu poema alguma nostalgia: mas a nostalgia não fez parte da alma dos grandes poetas, compositores, escritores, filósofos, cantores, artistas, pintores... os que em silêncio deram voz e eco a todos (como eu) os pobres mortais?

Carapau disse...

O prometido é devido e portanto já cá vim por duas vezes para ler uma parte das poesias. Não sou crítico, tenho sempre dificuldade em tecer comentários sobre poemas, em geral gosta-se ou não se gosta e gosta-se mais deste do que daquele, sem sabermos dizer porquê.
Pelo ritmo, pela musicalidade, pelo tema, até pela disposição momentânea.
Fica a promessa que virei aqui de vez em quando para ver as novidades.
Ainda que eu seja um "peixe" - e logo duplo - passarei a assinar os comentários aqui com
Petrarca.

Alexandra F. disse...

Entre silêncios e palavras.. aqui estou para lhe deixar um sorriso e um bem haja pela criatividade, talento.. inspiração e dedicação. Gostei do que li! Deixo a "promessa" de um regresso.

Pela paz e serenidade que transmite.. um Sorriso e um Beijinho na alma.. (Take Care)

Anónimo disse...

Li tudo .

Gostei muito , é mesmo o sentir os momentos ou os momentos sentidos pequenos momentos..

Continue , vou por aqui passando para vislumbrar o silêncio das suas palavras

Anónimo disse...

Miss you....Forbidden

Lembras-te?

Deixa-me dizer-te como foi bom
Sentir as tuas mãos no meu cabelo
Os teus dedos na minha pele
Os teus lábios nos meus seios.
Chegaste envolto em segredo
Largaste-o na minha boca
Atiçaste o meu desejo de ti.
Recordas-te?
Como te guiei entre o lençóis
Te aqueci com o meu lume.
Deixei-te mergulhar
No meu corpo ardente
Sedento de ti.
Lembras-te?
Como provei o salgado
Do teu suor.
Como degustei os fluídos
Que brotavam de ti.
Lembras-te
O momento em que as minhas pernas
Se cruzavam em ti
Quando entraste em mim,
Intensamente.
Contorcendo-me deixando
Um delírio alucinado
Com os teus sons
Suspiros, sussurros.
Lembras-te?
Quando maltratei a tua pele
Com paixão
Nos entregámos sem pudor
E chegámos ao fim
Num êxtase total
Como se entrássemos
No paraíso dos amantes
Insaciáveis.


( 14-02-2016 Maria)


Sem Título

Os meus olhos são o palco
Dos momentos que vivi.
O meu sorriso, por vezes triste
Não conseguem disfarçar
sentimentos, emoções
Despindo a alma
Numa nudez desconcertante.
As minhas mãos seguram
A tentativa de trazer
O ontem, de viver o hoje
E de sonhar o amanhã
Como se escrevesse
Novas versões da mesma estória.
Olho e tento descobrir no horizonte
Trilhos por desbravar
Coração aberto às palavras
Sussurradas pelo vento.
Olho para as minhas mãos
Sinto o bater do coração
E neste momento tenho a certeza
Que o futuro mora no meu olhar.


(24-01-2016 Maria)
Quero-te quando não te tenho
Sabes que te quero assim.
Desprendido, livre
e no entanto preso a mim.
Quero o teu olhar, a tua pele
Quero o teu arrepio
Quero cada centímetro de ti
Como o corpo se medisse em centímetros.
Para que cada centímetro de mim
Se colasse a cada centímetro teu.
Quero o peso da tua alma
Para juntar ao peso da minha.
E cada centímetro, cada grama
De nós dois se unissem
No momento mais intenso e eterno
Das nossas vidas.
Quero-te a ti, meu amor
Para me querer a mim também
Porque nada em mim
Faz sentido sem ti.

( 17-4-2015 Maria)

MEUS OLHOS

Meus olhos
São luz e paixão
Trazem-te por dentro
Invades-me a pele
Soltas-me a alma
Que se espalha
Pelo teu corpo
Intenso e quente.

Meus olhos
São amor, ilusão
Procuram os teus
Quando não estás.
Sem ti não olham
Sombrios e tristes.

Meus olhos
Cruzam os teus
Chama acesa
Pele arrepiada
Coração intranquilo.
Sentir-te com o olhar
è sentir-me inteira

Meus olhos
Suplicam por ti...

(12-4-2015 Maria)

Amei..Amo..Amarei

Amei-te delicadamente
Como quem segura
Uma bola de sabão entre as mãos.

Amei-te com o cuidado
Com que se tecem os fios de seda
E com eles acalentei a própria vida.

Esperei-te como se espera o sol
Após uma chuva torrencial
E desejei-te como se deseja a paz
Após uma guerra sem sentido.

Hoje não é o fim
Não contemplo águas paradas
Encontro as ondas que em mim sulcam
E se dissolvem na praia.
Porque...

Ainda amo
Ainda acalento
Ainda espero
Ainda desejo
E transformo cada momento num ensejo.

( 12- 4 - 2014 Maria)

Alma desenhada

Se eu pudesse
Desenhar os sentimentos
Que me vão na alma
Seriam desenhos de cores tristes
Abstratos em que o caos
Se define em pinceladas
Abruptas e sem sentido.

Se eu pudesse
Desenhar o coração
Com manchas de emoções
Mescladas de tristeza
Sairia um desenho
Louco e desconexo.

Se eu pudesse
Desenhar o olhar
Perdido na imensidão do nada
Com ondas de incertezas
E pensamentos desconcentrados.

Se eu pudesse
Rabiscar o que a alma sente...
Mas não posso.
Fecho os olhos
E o meu pensamento
Toca a minha alma
Desenhando nela
Os meus desejos;
As minhas dores;
Os meus sonhos.

(3-4-2014 Maria)

Desenha-me

Desenha-me a alma

Com o teu olhar

Com as tuas palavras

Com os teus gestos

E as tua incertezas.


Desenha-me a alma

Nos teus sonhos

Nos teus pensamentos

E rabisca a tua alma na minha.


Desenha-me a alma

Com cores feitas na tela

Em pinceladas cegas

Sem tema mas sentido.


Desenha-me a alma

Com as tuas mãos

E os teus lábios na minha pele

Tocando o meu coração.


Desenha-me a alma

Tatua-me o coração

Com contornos suaves mas atrevidos.


Desenha-me a alma

Como vêm os teus olhos

Como deslizam os teus dedos

Como sente a tua alma.


(24-3-2014 Maria)


Quando estou só

Quando estou só

O vento acalma a brisa

Os pássaros deixam de cantar

Os trovões não ecoam ao longe

A chuva deixa de cair.


Quando estou só

As palavras ecoam em silêncios

A alma inquieta-se

O fim do caminho não se encontra

E os sonhos evaporam-se.


Quando estou só

A solidão tenta entrar

A tristeza abraça-me

E tudo á minha volta deixa de ter graça.


Quando estou só

Oiço aquela musica constante

Numa melodia agoniada

Que me invade a alma

Enlaçando-me numa dança

De movimentos toscos

De movimentos mínimos.

E assim danço em silêncio

Nesta angústia que me consome

Enquanto a alegria se esconde

Pelos lugares obscuros da minha alma.


( 16.03.2014 Maria )

Vagueio

Pela noite vagueio

Em busca de sons

Que o silêncio esconde.

Sons lançados pela tua alma

Numa surdina intensamente suave

Feita de palavras emudecidas

Transformadas em fragâncias

Levadas pelo vento.

O dia nasce devagar

Numa ténue luminosidade

E eu acordo de um sonho mágico

Sem pressa de o apagar.

Assim vagueio pelo meu mundo

Onde me perco e me reencontro

Na sombra do meu pensamento

Que silencia a minha alma.

Lá encontro o teu nome

Cravado de ternura...

E na sombra do meu pensar

O silêncio diz com voz

A palavra Amor.


(05-03-2014 Maria)


Ausência

Nada sei e tudo sinto
Nos caminhos por onde andei
Já não sei que flores pisei
Já nem sei o que plantei
De um sentimento tão presente
De alguém tão distante.
A saudade incorpora-se
Dos momentos que passei
Nos sonhos que fui sonhando
Que se vão desvanecendo.
Viajo dentro de mim
Procurando entender
Esta dor que me consome
Sem palavras para escrever.
Vazando vai minha alma
Refletindo o meu ser
Nesta dor que o coração sente
Se a ausência permanecer.

( 02-03-2014 Maria)

Sou mulher

Muitos mistérios se encerram em mim
Como a lua os encerra
Tão bela e misteriosa
Que faz despertar os amores
Lua vestida de mim.
Te encanta o meu olhar
Te toca o meu sorriso
Meu perfume te lembra
os campos misturados com jasmim.

Nas noites que a lua eterniza
Passeio em silêncio
Seduzindo as estrelas
Provocando calafrios.
Mistérios que em mim encerro
Quando a lua se veste de mim.

Sou mulher
Encerro em mim o feitiço do amor
Como uma sereia
Em muitos mares navegados.
Visto-me de lua cheia
De aromas floreados.

Sou mulher, sou real
Sou alma e coração
Como a lua quero-te tocar
De magia e sedução.
Para no fim...
Tocar o teu coração.

( 21-2-2014 Maria)

Desejos soltos

Solto as palavas no ar
E tento entender sem poder explicar
Quem sabe, metáforas de um sonho
Que não consigo evitar.

Meus pensamentos repletos
De momentos imaginados
De sentimentos partilhados
Desse sonho em instantes inventados
Desejar e voar
Sem procurar a razão.

Nesses momentos sonhados
Imagino a ternura dos teus olhos
E esse olhar que me cruza a alma
Não me importo se é real ou não
Apenas consigo ouvir o que diz o coração.

O teu olhar prende-se no meu
Em busca da minha alma
Para lhe falar de sentires
De desejos e de emoções.

Esqueço as horas
Esqueço o mundo
E a noite cai, canta a lua
Só ela sabe dos meus desejos
Perder o rumo
E por um momento ser tua.

As horas passam
A noite eterniza-se
Ao longe o som das ondas bravias
Provocam o meu desassossego
E fujo de mim mesma
Deixando-me voar no meu sonho.

Sonho que se torne realidade
Cruzando a minha vida na tua
Transformando, quem sabe...
Em realidade a fantasia
Envolvendo-me no teu abraço, ficaria.

Esquecer o mundo
Deixar o silêncio falar
Abandonar-me e se tu deixares
Ouvir o teu sorriso
E estar na tua vida
Ainda que em forma de poesia.


( 14-2-2014 Maria)

Meus pensamentos

Fogem de mim
Meus pensamentos
Invadem o teu ser
Mesclam-se nos teus dias
E confundem-se com os teus.
Vão-se apoderando, pensativos
E colhem dos teus lábios
Beijos imersos de desejos
E de sabores agridoces.
Contornam o desenho da tua boca
E nesse beijo saboreiam a tua alma
Invadem os teus espaços
E te roubam a calma.
Voltam a mim
Meus pensamentos
Beijam-me a alma
Fazem-me louca
Esqueço-me do mundo
Encontro na tua boca
O mapa dos meus desejos.

( 10-2-2014 Maria)

Simplesmente Quero...

Quero todas as palavras
Que nunca me disseste.
Quero todos os sorrisos
Que os teus lábios delinearam
Sem os entregares.
Quero o sabor doce da tua boca.
Quero o mel dos teus lábios.
Quero o beijo cheio de sonhos
De estrelas e de luar.
Quero adormecer na tranquilidade dos teus olhos.
Quero navegar no teu corpo.
Quero perder-me eternamente no teu infinito.
Quero os teus sussurros silenciosos.
Quero abrir o teu coração
Onde escondes todos os teus tesouros
E depois descobrir
Os códigos secretos da tua alma
Para depois tatuar no teu corpo
A textura da minha alma.
E por fim....
Quero simplesmente... ter-te.

(8-2-2014 Maria)

Confidências

Deixo que as minhas confidências
Viagem ao encontro da tua alma.
Sonhos que se transformam em versos
Que brotam da mente e se colam á pele
Num fascínio ardente.
O olhar se desdobra em sonetos
E dentro de cada poema
Há uma parte da minha alma
como um jardim verde cheio de flores.
Um lugar silencioso
Agasalhado de dúvidas e de certezas.

Deixo que a minha alma
Voe em linhas azuis
Moldadas pela minha mão
E nelas soltei enganos
Decifrei névoas e neblinas.
Dedilhei a medo o som das águas
E o estalar das pedras
De caminhos percorridos.

Parei...
Numa fria manhã
Descobri as coordenadas
Dos meus sonhos,
E me aproximei de ti
como se pousasse as tuas mãos nas minhas.

Vou fazer-te uma confidência
Tu és o tempo que volta
Como uma sinfonia que se cola á pele
Num fascínio ardente.
E o olhar que se desdobra em poemas
Há um espaço teu dentro da minha alma.
Um jardim verde cheio de flores
Onde o silêncio se agasalha de certezas.
E nas coordenadas dos meus sonhos
Eu encontrei as tuas.

( 7-2-2014 Maria)


Olhando o horizonte

Muito além do que a vista alcança

reside na minha mente

um sonho imaginado...

Sinto-me atravessar o túnel

deixando para trás a vida.

No início do caminho

minha alma distancia-se

do meu corpo estático

solta-se na leveza

de uma liberdade alcançada

e levita plena de imortalidade

sem dor nem gemido

sem nada que a moleste quase perfeita.

Lá em cima onde se alcançam as estrelas

muito além do horizonte

num lugar único

descoberto dentro de si mesma

repensou a sua existência

umas vezes comedida,

outras cheias de impulsividades.

E assim se vai libertando

e deixa-se flutuar em nuvens de felicidade

onde mergulha na profundidade do seu ser,

numa nova dimensão em tons de pastel

e rendilhada de amor verdadeiro.

E pergunta-se...

Será a alma um ser, ou será que um ser é só alma?


(6-2-2014 Maria)

O Poema

Nasce tecido pelos anjos

com fios de sonhos e de magia

como se de dentro de mim

aflorasse o desejo

num êxtase do momento.

num amanhecer

num anoitecer

como estrelas que nascem no céu.

Deslizando vai a caneta no papel

em cada palavra que toca o coração

em cada verso que caminha

na palma da minha mão.

Emoções que se sentem

em cada palavra renascida

eu renasço ardentemente.

Vem-me á mente, todos os amores

todas as partidas, todas as chegadas,

todas as dores, saudades, desejos,

Num mergulho imerso

nos segredos da minha alma.


( 5-2-2014 Maria)


Tempestade...

Tempestade que tarda em acabar
pondo-me no meu caminho.
E eu...
Perco-me no meio de pensamentos divergentes
Explico-me em palavras inexistentes.
E sonho... que não basta.
Necessito de afastamento
de ilusões, de incertezas.
A realidade... não basta.
Quero confiar nos meus instintos
nas minhas vontades.
Sinto o vento bater.
Não quero abrir
não quero mudar.
Sinto este turbilhão de emoções
como uma tempestade
que me lava as feridas mais profundas.
Quero-te a ti como um furacão
Quero-te como um ciclone
que me deita abaixo
mas que de seguida
me dá a mão
e me faz erguer novamente.
E assim com a alma lavada
sigo o meu caminho
na esperança de voltar a...encontrar-te.

( 24-01-2014 Maria)

Tua luz...

Nesta noite escura
Percorro sem fim
Caminhos onde não me encontrei.
Nesta escuridão
Segui o meu destino
Imersa nas lágrimas
Que brotam da minha alma
Por lutas de amores perdidos.
E aí me escondi de tudo.
Um dia vi a tua luz
Iluminou a noite onde vivia
Tão forte como o luar
Sublime como a prata que cobre o mar.
Deixei-a entrar dentro de mim
E a minha alma
Encheu-se de flores
E de brisa do mar.
Abracei o meu destino
E caí nos teus braços
Como se o mar me abraçasse.
Não sei se me iludo em fantasias
Se sonho, se me entrego.
Apenas sei o que sinto, o que vejo.
E nada é tão real
Como o brilho que refletes em mim.
Nada é tão terno como o teu calor que me aquece.
Nada é tão certo como tu e eu... assim.

(22-01-2014 Maria)

Invade-me!

Invade-me
marca no meu coração
a luz do amor.
Faz-me tua
conquista a minha alma
mas não a aprisiones.
Imersa em desejos
desnudo-me de palavras,
visto-me de poema para ti e nele marcas
gravando as palavras do teu desejo.
Deixo que tomes o meu corpo
como o mar que volta a mim
e te inebrio com beijos salgados
ardentes de paixão.
Lábios de sal despidos
envoltos de mares que plantaste em mim.
Invade-me...
nas palavras do poema
letra a letra
sentido a sentido
como se invade a alma
de um coração perdido.

(21-01-2014 Maria)

Almas juntas caminhando

Vão caminhando
as nossas almas juntas
mesmo que os ventos nos fustiguem
bebendo a nostalgia da noite
sentindo-nos inteiros e únicos .

As horas vão correndo e,
mesmo que os dias nos afastem
e o amanhã uma surpresa
somos almas juntas
em telepáticos pensamentos.

As nossas almas são
como penas que flutuam
e águas que correm suavemente
vão caminhando juntas
de mãos dadas serenamente.

E assim nos quedamos aqui
soltando palavras e afectos
numa descoberta sentida
vão caminhando as nossas almas juntas.


( 5-1-2014 Maria)

Nesse dia em que a saudade me trouxe
Pausei tudo em mim
Antes que o tempo parasse
E me engolisse devagar sem traçar caminhos.

Em frente desta serra imensa
Este verde intenso que me impregna a alma
Deixo o meu corpo inteiro imerso nessa paisagem
Como se os braços fortes das árvores
Me abraçassem a alma.

No aproximar da noite, neste entardecer pausado
Vou deixando os meus fragmentos
Ouvindo o silencio dos meus pensamentos
Como o sibilar do vento que ondula entre as árvores
Acariciando as flores como marcar na pele do meu corpo.

(19-03-2013 Maria)

Apenas Alma

Ardentemente chora a minha alma
Na invisibilidade do meu ser
Caminhando despida sob a lua
Apenas alma.
Os passos do meu espirito
Silenciosos...
São como gritos que ecoam
Nesta imensidão do tempo.

Gotas que caem
Na chuva persistente
Não me molham
Pois que tudo neste mundo
Tocará o nada?
O que neste mundo
Quebrará o vazio?

Deito-me sobre a relva
Coberta com o orvalho da manhã
Contemplando a pequena rosa
Que desabrocha no seu lúgubre recanto
Enamorando-me dela
Ao som do silêncio da brisa que passa
E da suavidade da batida das asas dos colibris.
Neste deleite fecho os olhos
Que enchem os meus sonhos de estrelas.

( 09-02-2013 Maria)
Navego nos meus sonhos
Entre as brumas do mar alto
Eu encontro o meu lugar
Libertando todos os pesos que trago na alma
Deito fora as memórias esquecidas
E marcas que no meu peito ainda gemem
Memórias descoloridas
Enferrujadas pelo tempo sem alegria.
Navego no alto mar
Sem rumo, sem bussola
O horizonte é o meu guia
Neste mar imenso de azul turquesa
Nele revelo a nudez da minha alma
Numa sinfonia de asas silenciosas
Que levem o sentimento
Em velas arrastadas pelo tempo
Como o vento que povoa o meu ser.

( 15-01-2013 Maria)

O Silêncio...

Confunde-se com as sombras
esconde os corpos
corroe os sons
onde tudo é mudo, calado...

O silêncio...

Entrega-se na noite que não dorme
rabisca as palavras com tinta invisível
nada diz
tudo diz
e vai revelando o que a noite esconde.

Em silêncio...

Puseste a tua mão na minha alma
penetrando a brumas do meu espírito
sentiste as minhas fraquezas
e soltaste as asas com liberdade e amplitude
como um sublime bailar
nas silenciosas brisas do meu ser
ao som de harpas encantadas
que se soltam em livres ilusões.

Assim é a minha alma que voa e mergulha
numa luz sublime e translúcida de paixão
vestida de pele, arrepio, orvalho e estrelas.

( 23-11-2012 Maria)

Voar sem asas

Quero desejar voar sem ter asas
para querer chegar não sei onde
talvez em busca do teu olhar
ou na distancia do infinito da imaginação.

E se a distancia for apenas uma miragem?
Teriam os sonhos força maior
para assim chegar
de chegar entre pedras duras
e delicadas flores
de uma tela pintada de tons sensíveis
qual alma prisioneira
qual alma fugidia..
de tantos horizontes
quanto imenso é o infinito.
E imaginar o infinito talvez seja um grande delírio
assim como delírios são os sonhos..

(4-11-2012 Maria)
De tempos a tempos apaixono-me
perco-me nas horas do tempo
deixo soltar as palavras
deixo soltar os sentires
e nos meus versos me encontro.

Neles viajo
neles me vou despindo
e aos poucos
busco nos versos incertos
alguma resposta para me recompor.

E assim...
como uma agulha do vento
procurando amores perdidos
em desejos sentidos
de uma saudade
desfiada lentamente
vencida pelo tempo
rasgo o mapa do meu destino
e o desafio como se houvera
ainda tempo para um beijo fugidio
procurando nestas palavras
onde lendo... me encontro e me descubro.

(11-10-2012 Maria)

Desejos Proibidos

Sinto-te proibido
quando te quero tocar
e não posso.
Quando quero respirar a tua pele
que não vejo.

Sinto-te proibido
quando te quero beijar e te olho
como se me oferecesses abrigo.

Sinto-te proibido
quando sussurras ao vento
as palavras que me dirias
como uma sinfonia de todos os sentidos.

Desejo proibido
quando te olho
num consentido pensamento
onde te entregas sem pudor.

(02-09-2012 Maria)

Busca a minha alma
calma e serenidade
quando os meus olhos se cansam.
Procuro repousar o pensamento
no azul mar que o meu olhar alcança
ou então no verde que me rodeia
e na folhagem que o vento balança
levando as folhas do meu pensamento
numa viagem maravilhosa
nessa imensidão do céu dos sonhos
onde as minhas sensações,
os meus pensamentos e as minhas emoções
se fundem e me fazem repousar assim
em silencio na serenidade que embala o meu sono
envolto de vida.

(23-08-2012 Maria)
Sinto-me como um veleiro
soltando amarras
desfraldando as velas
navegando nas ondas do teu corpo.

Umas vezes atravessando
tempestades quentes e húmidas
outras mares de calmaria
em que posso mergulhar
bem fundo nesse oceano de prazer.

Depois, apenas relaxar
nas praias suaves do teu peito
adormecendo na sombra dos teus braços
e sonhando com o sabor dos teus beijos.

(21-08-2012 Maria)
Contemplo e exploro o teu corpo
lendo-o como um poema
onde exercito os meus dedos
numa leitura braille
e o decoro na ponta da língua.
Deixas que se revele nas entrelinhas
das tuas curvas, nas tuas falésias
numa sensualidade tatuada
em letras invisíveis.
Sinto-me uma borboleta
voando sobre o teu corpo
numa dança que me hipnotiza
e me deixa flutuar levemente.
E numa pausa breve
avanço numa leitura desse teu poema
na ponta da minha língua.

(20-08-2012 Maria)
Contemplo o teu corpo
e nele deslizo ondulante
sinuosa e lânguida
pelas arestas ainda por lapidar.
Ancoro-me em ti
deixando que as tuas ondas
sulquem o meu corpo suavemente
dominando os meus medos
impregnando-me de silêncios e sons
e assim, aventuro-me a alcançar a tua alma
a tocar a tua matéria
afundando os desejos desta pele que me veste
abandonando-me ao sentimento que provocas
e ao braseiro que acendes
silenciando a minha alma
e bebendo o cálice que me ofereces
e assim repouso neste sentimento
ávido de esperança.

(05-08-2012 Maria)

Deixa que o brilho dos teus olhos
acenda o meu desejo
e me encha de poesia
nos teus desejos e sonhos.
Deixa que o teu perfume
me embriague de fantasias
que me alicie, que me seduza
como o calor do verão
seduz os prazeres outonais.
Perfuma a minha alma
de aromas primaveris
e prova os meus lábios em flor.
Entrega-te aos teus desejos matinais
brinca com o meu corpo
encontra o meu prazer
e eterniza esses momentos
com o teu querer.

(14-07-2012 Maria)
Quero o teu todo
a tua entrega, o teu fogo
esse desejo, essa ilusão
que aguça a imaginação.
Filtro os sentidos
e mergulho inteira
num impulso incontido
no teu corpo, na tua chama que arde assim..
Voando alto vão meus pensamentos
e num instante, deixei de estar em mim
nesse fascínio de acordar nos teus braços
que me torna inteira.
Aquece-me a alma
e lança-me contigo
num sonho novo de ser
não metade, mas inteira.

(12-07-2012 Maria)
Desnudo-me assim
sobre o teu olhar
ao som daquela melodia estonteante.
O meu corpo apenas quer sentir
toda a magia dos teus dedos ávidos
para desbravar a minha anatomia.
Sinto a tua boca sedenta de beijos roubados
e matando o desejo de os saborear.
Percorro o teu corpo até me fartar
numa fúria alucinada
e pouso no aconchego
deixando o meu corpo em festa
num olhar preso no teu olhar
como testemunho desse ardor.

(10-07-2012 Maria)

Soltei as ilusões
deixei que partissem
e no meu silêncio
me encontrei.
Desafiei o meu destino
quebrei regras
galguei limites
venci o tempo.
Contei o infinito,
as estrelas distantes
os dias que vivi
e neles me embalei.
Cantei as baladas dos amantes
desfrouxei o meu prazer
saciei o meu corpo
deixando derramar a minha alma.
Briguei com os meus anjos e demónios
embrenhei-me na noite
envolvi-me na essência do meu ser
e assim, inventei uma nova mulher.

(08-07-2012 Maria)
Fecho os olhos e silencio-me
quando no teu
o meu corpo desliza
e se aconchega nas enseadas
que vai descobrindo.
As palavras silenciam-se
e os sons ecoam
como murmurios do vento
bramidos suavemente.
Toques que se soltam,
que se sentem, que se entendem
dos nossos lábios, das nossas mãos
numa intensidade
que se espelha na pele
e brota como gostas de orvalho
e se evapora no fogo que delira em nós.

(21-06-2012 Maria)
Deixa-me no meu silêncio
onde o pensamento
tomba nos teus braços.
Embala-me na ausência da palavra,
na pausa da melodia.
Deixa que eu afague a alma
no teu silêncio.
Deixa que a lua adormeça
dentro da noite.
Deixa que me estenda
pelo teu corpo sem palavras
e adivinha-me o desejo.
Deixa que ele se manifeste em ti, em mim.
Deixa que aquela melodia
brote dos nossos corpos.
Não digas nada
Quero apenas sentir-te
sem palavras.
E, por fim...
Deixa-me flutuar contigo
na leveza das tuas asas
desenhadas no horizonte.

(16-06-2012 Maria)

Quem sou?

Sou sol que nasce pela manhã.
Sou ave que voa alto lá onde habitam os sonhos.
Sou vento que sussurra ao teu ouvido.
Sou rio que alarga as margens.
Sou noite que cai nas sombras e esconde os namorados.
Sou lua que ilumina os beijos dos amantes.
Sou estrela que te orienta.
Sou mar por onde navegas.
Sou lágrima que te solta o sofrimento.
Sou erro que tu queres acertar.
Sou melodia que te acalenta o coração.
Sou tempo que a vida carrega.
Sou infinito..sou poesia..sou alma..sou mulher.

(30-05-2012 Maria)
Mergulho na profundidade
do mar sem fim
sulcando as ondas do meu ser
e transformo-me em espuma
que se espalha pela praia
num breve namoro
com os teus pés
que pisam a areia fresca
do fim de tarde.

Abro as asas do meu pensamento
e deixo-me voar
por horizontes infinitos
de prazeres contidos
libertando-os dentro de mim
numa busca interminável dos teus.

Solto-me nas falésias do teu corpo
molho-me nos rios da tua pele
envolvo-me no perfume
dos teus cabelos
e perco-me no sabor dos teus beijos.
E por fim, deixo-me ficar assim
perdida no teu olhar.

(28-05-2012 Maria)

Alma intocável

Quando se toca a alma
toca-se com suavidade
nessa intocável essência de ser
na eternidade de um ínfimo momento
em que se doa, se ama, se experiência,
amando-se nessa plasticidade
que nos molda a alma.

Quando se toca o intocável
num desejo ardente do outro
onde o olhar seduz
buscando a troca de almas
e abrindo assim
um leque de linguagens intocáveis, mas sentidas.

(16-05-2012 Maria)

A eternidade dos sonhos

Sonhos que se eternizam...
num longo olhar sobre o horizonte,
em longas searas de vento
espalhadas pelas planícies.

Sonhos que se eternizam...
pelas nuvens brancas
beijadas pelas brisas marítimas,
e em gotas que escorrem
pelas veredas da vida
fazendo-nos sentir esses breves momentos.

Sonhos que se eternizam...
nos dias que o sol beija,
nas noites que a lua guarda todos os segredos
e no som que o nosso coração ecoa.

(01-05-2012 Maria)
Sou viajante neste mar imenso
qual gota impregnenada de vida
caminhando no sentido de ser,
limpida, transparente, autentica.

Sou viajante que caminha
por entre estrelas e luz
em plena contemplação
da minha alma.

Sou viajante pelas encruzilhadas da vida,
pelos caminhos do destino,
pelo tempo e pelo espaço
que a vida proporciona.

Sou viajante pelos meus trilhos interiores
desvastando florestas impenetráveis,
ultrapassando montanhas,
derrubando os muros que povoam o meu ser.

Sou viajante de mim mesma..

(13-04-2012 Maria)
Se por alguma razão
o sol parar de brilhar
a lua tomará o seu lugar
dia e noite.

Se por alguma razão
as estrelas caírem,
o oceano as receberá
e tornar-se-á um oceano de estrelas.

Existem momentos que acontecem
na hora errada, outros na hora certa
e há momentos na vida
em que corremos o risco
de não os encontrar.

A sublimidade do ser humano
é ser capaz de tornar
esses momentos perfeitos
em que todos os sonhos
se podem tornar reais.

(04-04-2012 Maria)
Sinto-me refém da solidão
onde o meu coração andou
por caminhos sinuosos,
num tempo sem luz nem cor
durante o qual desprendi-me
de mim mesma.

Tantas perguntas sem respostas
tantos caminhos sem sentido
que percorri, infinitas vezes sem destino
em silêncio dos meus pensamentos.

Perderam-se as palavras no ar
metáforas de um sonho, quem sabe,
pensamentos, momentos imaginados
de um querer impossível de evitar.

(20-03-2012 Maria)
Lanço as palavras ao vento
onde se perdem em metáforas
de um sonho inesquecível
de um querer quase impossível de alcançar.

Nos meus pensamentos
há momentos imaginados
de instantes inventados
onde me elevei em sonhos esvoaçantes.

Assim, vou imaginando o teu olhar
que me deixa trémula e em silêncio
onde só consigo ouvir o meu coração vibrante
num misto de verdade e fantasia.

E pondo o meu olhar no teu
entro na tua alma pura e cristalina
e sinto-te como se sente este sentimento.

Esqueço as horas,
esqueço o tempo
e deixo-me perder no rumo
por um momento de ser só tua
desejando que o sonho
e a realidade fossem só um.

E assim, no teu abraço
apenas o silêncio falaria
para me dizer que o sonho e a vida
se transformam em forma de poesia.

(02-03-2012 Maria)


Sinto-me letárgica,
absorta nos meus pensamentos profundos.
expetativas, planos, sonhos.
Despi-me de roupa
e vesti-me de alma,
e cada segundo é uma eternidade.
Deixei escorrer a água pelo corpo
e essa água quente envolve-me a pele
e em pensamentos me deixo conduzir,
por vezes confusos e insanos.
Saí do abraço quente da água
soltando pensamentos diversos
pensando como hoje
bastava o teu colo, o teu olhar e os teus braços
que me envolvesse nesse momento tão nosso.

(24-02-2012 Maria)

O tempo corre como um rio,
por vezes sem tempo
outras devagar indiferente aos olhares.
Alguns querem voltar ao passado,
talvez insatisfeitos com o seu percurso,
outros apenas seguindo com ele.
os insatisfeitos criticam o seu caminho
e nem sabem que as suas dores
são pérolas futuras e a vida
uma essência com os seus indecifráveis perfumes.
Enquanto o tempo passa
o brilho do vento continua
e passa através do espelho da alma
formando um coração de oceanos
poderosos e imensos e,
continua pela estrada da vida
mergulhando na felicidade dentro de si
feita de imortalidade,
como um raio de sol fascinante
em qualquer tempo.

(11-02-2012 Maria)

É assim..
Como eu sinto os meus minutos
de momentos intensamente vividos.
É esse o meu mundo.
É essa a minha entrega.
Momentos que faço eternos
na minha memória,
presentes e ocultos no meu silêncio.
E em cada dia me espera
um novo momento de entrega,
para depois me desprender deste mundo
e viver..
Sómente esse precioso momento
que a vida me oferece.

(19-01-2012 Maria)


Sinto-te

Sinto-te...
em todos os momentos
nos meus pensamentos.

Sinto-te...
como um toque
de brisa suave no meu rosto
como um beijo dado docemente.

Sinto-te...
nas palavras que não dizes,
no teu olhar quem em silêncio
toca o horizonte.

Sinto-te...
como parte da minha alma
onde guardo o teu querer
que embriaga e me consome.

Sinto-te...
como se estivesses ao meu lado
eternamente...

(08-01-2012 Maria)

O sol põe-se no horizonte
e a brisa da tarde
leva-me os pensamentos
e pinta os espaços do meu coração
em cores suaves.

De olhos fechados
vejo a imagem
mais bela e sublime
como se o mar entrasse
na tela da minha viagem.

Este momento é só meu
como se estivesse escrito
no infinito azul do céu
em harmonia
com o fogo da minha paixão.

E assim, num extase do olhar
me deixo embalar
neste momento
suavemente delirante...

(27-12-2011 Maria)
No horizonte infinito
absorvo fragâncias
na minha mudez
descodificando-as pelo olhar
que me concebe a alma.

Fragâncias transformadas
em palavras
escritas nas veias
que correm pelo meu ser.

Palavras pintadas
em nuances
que se alongam no meu olhar
em veredas percorridas pela poesia.

Quem as escuta?
Apenas o silêncio das palavras
que brotam no cerne da vida..

(27-11-2011 Maria)
Quem sabe da melancolia
de uma simples flor
que cresce sozinha
no campo imenso...?

Quem vê as ervas daninhas
que a envolvem
e lhe consomem a carne?

Por acaso existe espanto
quando sêca, a flor geme?

Quem conhece o seu silencio
refletido nas gotas de orvalho?
Quem receia tocar as suas pétalas?
Quem já ouviu o bater do seu coração?
Quem lhe reconheceu a voz
e não lhe sente a alma?

(21-11-2011 Maria)
Nas avenidas do tempo...

Caminho nas avenidas do tempo
por entre sombras e luz
e carrego na alma
o silêncio da noite.

Sons que ecoam aos meus ouvidos
vindos de almas, que como eu
se perdem nas abvenidas do tempo.

Pego nas minhas asas
e faço fugas mistícas
onde o meu olhar se estende
á procura das ilusões perdidas.

Mas...
Subo ao cume da montanha
onde livre.. eu danço
e solto os meus véus
e liberto o meu espírito
neste silencio que me envolve
onde lanço.... os ecos da minha alma.

(20-11-2011 Maria)
Tantas em mim..

Ás vezes, sou tantas em mim
sou como uma bússola precisa,
outras perco-me na vastidão
que existe em mim.

Ás vezes sou ave
com asas imensas
que me levam em sonhos,
outras, sou raíz firme
que se agarra á terra.

Ás vezes sou ancora
segura no meu cais de abrigo,
outras um barco á deriva
no mar imenso da vida.

Ás vezes o meu olhar
tem nuances de calmaria e serenidade,
outras ele reflete
o espanto que há em mim.

Ás vezes sou ponto final.
outras...reticências

Ás vezes sou tempestade,
outras sol radioso
no céu azul.

Ás vezes sou cinzenta
num fundo negro,
outras um arco iris
de cores vibrantes.

Ás vezes sou inteira,
outras apenas fragmentos.

Ás vezes sou palavras,
outras apenas silencio..

Mas sempre... sou eu

(05-11-2011 Maria)



Não podes tocar em tudo
com teus dedos leves e finos.
Não fiques triste,
o teu olhar é mais longo
que as tuas mãos,
e existem as estrelas do céu
para as olhares.
Tantos caminhos
por onde não passarei
e nos teus sonhos
quero caminhar
como se fossem meus.
E como infinito é o horizonte
infinitos são os nossos sonhos..

(30-10-2011 Maria)

Queria eu ser pássaro
para poder voar alto
e perder as minhas
penas ao vento
levendo em revoadas
os meus sonhos..

Por eles..
daria as minhas asas
ao tempo
e ficaria esperando
que voltassem..
trazendo lá de cima
pedacinhos de paz
e de encanto...

( 23-10-2011 Maria)
Um dia...
Voltarei... nem que seja
num clarão do sol
ou nos braços da lua,
que desnuda a madrugada.
Sentirei... nos meus pés
as marés e a inquietude dos
meus desejos contidos.
E no fim..
vibrarei no aconchego
dos teus braços
onde encontro a infinitude
do amor eterno.

( 16-10-2011 Maria)
Eu....

Decifro-me em incógnitas,
perco-me em pensamentos,
devoro-me nos poemas,
perpétuo-me nas palavras,
estendo-me nos olhares,
transgrido-me na luz,
envolvo-me na musica,
exponho-me em desejos..
de ser... de ter... de querer...

(25-09-2011 Maria)

Dentro de mim está..
o que ninguém arranca,
e ninguém me tira deste chão,
ninguém me faz descer das nuvens,
porque...
cubro-me de sonhos,
navego nos meus rios,
e contemplo os meus desvarios
onde desvasto os meus mares interiores
para conhecer em mim
diferentes lugares.
E nos meus sonhos,
cintila no céu
a minha nostalgia
de dissabores e lágrimas,
e neles...
ainda encontro ondas
de amor e alegria
que percorrem as minhas praias.
É assim que vai e vem o mar
da minha vida...

(19-09-2011 Maria)

O Olhar...
Contempla tudo por fora
e reflete tudo por dentro
leva os pensamentos para a alma
e a alma mostra-lhe a beleza.

De fora vem a beleza e angústia
de dento os significados
e quando os olhos,
as lágrimas vertem,
lá no fundo da alma,
eis que o coração as embeleza,
como belo é o sol
refletido nas gotas de orvalho.

Olhos belos, procuram a profundidade
com profunda sagacidade
em que a alma
lhes implora por beleza intensa
reflexo de alma sempre imensa.

(14-09-2011 Maria)

Quero...

Quero segurar as nuvens
do meu céu
sem deixar cair
as minhas lágrimas de chuva.

Quero remar
em águas calmas e fundas
onde outros mundos meus
escondem a luz.

Quero colher
os sorrisos tímidos
das crianças que correm
de braços abertos ao vento.

Quero sentir
os sinais do meu corpo
como estrelas que cintilam
no escuro firmamento,
como as marés calmas
em que o tempo ficava
suspenso num sorriso.

Quero apenas o mar,
guardá-lo nas minhas mãos,
molhar a minha face,
e em cada onda suave,
perceber que são os teus olhos
que me tocam..

No fundo...quero apenas.. a..mar.

(10-09-2011 Maria)

Entrego os meus pensamentos
ao vento
e deixo que ele os leve
longe..
Só não lhe dou a minha alma.

Simples pensamentos,
simples divagações
soltas, sofridas
das pancadas da vida,
pedaços da minha alma
esquecidos pelo tempo
roubados à vida
como laços partidos
numa ilusão contida
de sonhos por encontrar...

(05-09-2011 Maria)
Quisera eu falar de coisas simples...
com palavras que voam
na serena brisa...
com palavras que navegam
em águas calmas...
com palavras iluminadas
pelo sol do fim de tarde...

Mas as palavras nadam
no mar profundo que há em mim..
voam por entre as avenidas da minha mente
e agitam-se, como folhas levadas pelo vento,
cobrindo o chão do meu pensamento.

(01-09-2011 Maria)
Esta noite...
viajo entre as estrelas
na busca da quietude astral
na busca dos meus sonhos perdidos.

Alma errante.... a minha
que em silêncio viaja
ao encontro do tempo
por horizontes desconhecidos.

Quem sabe assim o cosmos
compreende melhor a minha mente..
Caminho sem parar
como se os pés fossem alados
e com as minhas mãos
removo da terra árida
as sementes que ainda não nasceram..
e deixo as minhas manhãs,
as minhas noites,
e as minhas ilusões
chegarem ao fim...
E ainda assim, sem palavras,
volto novamente a sonhar...

(31-08-2011 Maria)

Para além do que a minha vista alcança,
deixando a vida para trás
a minha alma inicia a travessia,
solta-se na leveza
e levita na imortalidade,
sem dor, sem mágoas.

Lá, acima das nuvens
para lá do horizonte
eu repenso as minhas acções,
as minhas escolhas
e acabo por perceber
que na profundidade do meu ser
flutuam os meus pensamentos
numa dimensão nova e plena...

(17-08-2011 Maria)

Longe..

Ali, ao pé do mar..longe
enterrei as minhas dores,
e na areia branca
espalhei as minhas mágoas.
Levanto-me e fujo para o mar,
que segundo dizem,
tudo nos faz esquecer
e pergunto-me...
quem sou eu de verdade?

Preciso do teu corpo
para me revelar...
Preciso da tua alma
para me encontrar...
Preciso do teu olhar
para me rever...

E neste meu pensamento deserto
me deixo invadir..
pelas tuas águas brandas e frias,
preenchendo os meus cantos
mais profundos.
Ó mar da minha alma...

(07-08-2011 Maria)

Soneto

Ai..o que a saudade me trouxe,
e nela não quis pensar,
e nela me deixei pousar
antes que o tempo me engolisse lentamente.

Neste mar imenso,
que se estende diante de mim,
nesse azul tão profundo
que me impregnou a alma.

E na caída da noite
deixo para trás o mar
e nele os meus fragmentos.

E no fim, ainda oiço as ondas
e deixo as minhas marcas na areia
como se deixam as marcas na alma.

(26-07-2011 Maria)

Silencio...

Os meus pensamentos
vagueiam na noite
neste silêncio que me envolve,
porque as palavras emudeceram,
porque o vento as leva
e quando as devolve nada me diz.

Já não tenho pressa
e assim vagueio
nas asas do meu mundo,
ás vezes perdida...
outras encontrando-me...
e na sombra do meu pensamento
oiço as voz das palavras
que do meu silêncio brotam.

Esse silêncio..
que me faz ouvir a alma,
que me ensina a ser quem sou,
que me traz a paz,
me constroi o tempo
e que me leva
a um universo
onde o horizonte é infinito...

(21-07-2011 Maria)

Quedo-me aqui...

Quedo-me aqui...
nesta paz que me envolve
onde o vento sussurra
por entre as árvores
e as faz dançar
ao som de suaves melodias.

Quedo-me aqui...
onde o rio se espalha
diante dos meus olhos
em marés calmas
de ondas suaves
salpicadas de espuma.

Quedo-me aqui...
onde a minha alma
se deixa invadir
pelo sussurro do vento
e pelas ondas suaves
do rio que me acolhe.

Quedo-me aqui...
fascinada pelo voo
suave de uma gaivota
que plana em sintonia
com o vento,
e se faz pertencer ao rio
como se o rio lhe pertencesse a ela.

Ah!! Quedo-me aqui...
num olhar distante
num ver profundo
em que a minha alma se entrega
levada pelo murmúrio do vento,
pelas ondas do rio
e voando no planar da gaivota.

Quedo-me aqui...
deixando-me fundir
por toda esta paz que me envolve..

(17-07-2011 Maria)

Palavras....


Perco-me nas palavras que escrevo e,
de qualquer forma me perderia sem elas
porque afinal, tudo é perda...
e silenciar-me é muito mais.
Palavras que preciso soltar
libertá-las da alma
em que silenciosamente me abrigo.

Palavras compostas
de pedaços de sentimentos
e de recantos de sonhos.
Das margens bucólicas
dos rios que navegam a minha alma,
essas águas escritas em palavras
que deixo escorrer pelos meus dedos,
palavras que vão emudecendo..
tornando-se mudas..
porque a alma já não sopra
com a mesma intensidade,
porque ás vezes me encontro morrendo..
porque noutras me encontro vivendo..
em cada dia que passa.

E na sombra dos meus pensamentos
no silenciar da minha alma
eu continuarei a soltar estas palavras
que povoam o meu ser...


(12-07-2011 Maria)

Saio de mim...neste ocaso do dia
e abandono-me no sol poente,
pausando a minha história
levada pelo tempo em que o sol declina.

Oiço o cair das lágrimas
que orvalham as minhas vertentes
debruçando-me nas janelas da alma.

E assim...
Ficam os meus olhos
presos nesse ocaso
sem dor nem culpa,
fascinados por essa explosão púrpura
desse fim de tarde nua de essência,
e o meu respirar será um grito
neste vasto silencio em que me encontro.

(10-07-2011 Maria)

Não vês...

Não vês que sou apenas areia
que escorrega por entre os teus dedos
e que devagar vou caindo
cobrindo os teus pés.

Não vês que sou apenas gota
que se mistura nesse oceano imenso
e que se vai evaporando
misturada no ar que respiras.

Não vês que sou apenas tela branca
numa paleta de cores incompletas
indo pingando
sobre as tuas mãos de artista.

Não vês que sinto a tua falta
para ser alma num corpo de mulher
tornando-me num mar de emoções
transbordando sentimentos.

Não vês que és essência em mim...

(07-07-2011 Maria)



Deixo que o vento
venha nesse momento
fazer abrir as minhas pétalas
e me iludir sem me mentir assim
e apenas tente escutar
a minha verdade e o meu canto.
A ilusão é a esperança
que trago em mim.
Anémona da saudade
pétalas que o vento leva
para as acariciar
e espalha a minha fragância
na madrugada.
Que venha o vento que me afaga.
Que venha sussurrar no meu mar.
Que tire as dúvidas do meu ser.
Que abram os olhos que não querem ver,
a verdade que há em mim..

(04-07-2011 Maria)
Quem sou?

Sou um colibri
que nos meus sonhos voa.
Sou o vento
que leva longe os meus sonhos.
Sou o rio
que alaga as margens dos meus sonhos.
Sou o sol
que nasce em cada dia
depois de uma noite sonhada.
Sou a lua
que cobre de prata todas a flores
que povoam os meus sonhos.
Sou a noite
que oculta o amor que flutua em mim.
Sou a estrela
que orienta os caminhos
que precorro nos meus sonhos.
Sou o mar
onde a minha alma
guarda os segredos sonhados.
Sou o poema
em que os sonhos se escrevem
em palavras de magia.
Sou o sorriso
que a minha face erradia
quando um sonho se realiza.
Sou o amor
que aquece o coração.
Sou a lágrima
que cai quando o sonho
se transforma em desilusão.
Sou o erro
que se quer acertar.
Sou o tempo
que desafia a vida.
Sou o infinito
que carrega a eternidade.

(03-07-2011 Maria)
Minha alma chora...


Minha alma chora..
de mágoa sentida
por cada dúvida
que se embranha na verdade.

Dúvidas sentidas
como punhais que a trespassam,
verdades escritas
em palavras soltas
desta minha alma ferida.

Deixo este espaço
da minha alma fechado
pelas dúvidas que persistem.
Doi-me este espaço
pelo sentimento que ainda nutro.

Doi-me a minha alma...

(01-07-2011 Maria)

Se eu pudesse...


Se eu pudesse
voltar atrás no tempo
aproveitaria o encanto
que a luz me oferece
e projetar-me-ia nela,
mergulharia no mar
dos meus encantos
e encantar-me-ia com ele,
abraçaria as árvores
e sentiria a vibração delas
e assim, tornar-me-ia uma .

Se eu pudesse
voltar atrás nas asas do tempo
voaria até ás nuvens
e lá choraria as minhas lágrimas
para se misturarem
com as gotinhas de chuva
e caírem sobre a terra,
deixaria a minha alma voar
bem alto onde pudesse absorver
o calor do sol,
a essência da lua
e o brilho das estrelas.

Se eu pudesse
congelar o tempo
seria uma página em branco
de um livro por escrever,
um livro sem fim
sem páginas numeradas
com palavras invisíveis
só lidas com os olhos da alma.

Mas o tempo não pára
e o meu livro vai-se escrevendo
a cada segundo
em busca da eternidade.... de ser.

(26-06-2011 Maria)



Quando a minha alma nasce
num mar de sonhos
e os pensamentos
vão e vêm como as marés
sinto-me como voando
com asas de cera
cada vez mais alto
tentando alcançar
com a ponta dos meus dedos
uma lágrima que cai com o vento
como uma gota que se estilhaça
ao meu aproximar.
Gota da minha essencia
caída num oceano
imenso de encantos
onde me vou evaporando
por entre o cerco dos teus dedos,
e devagarinho vou caindo
na areia que os teus pés cobre
e no ar que te envolve...

(23-06-2011 Maria)
Há palavras...

Há palavras...
presas em pensamentos,
por vezes..
sufucadas na garganta
em gritos silenciosos.

Há palavras...
que se soltam da alma
entoando suaves canticos,
recitadas em versos e rimas
de momentos vãos..
de momentos mágicos.

Há palavras...
que pintam a vida

de nuances suaves,
nuances que fascinam
em sensações latentes
e sentidos atentos.

Há palavras...
que são segredos guardados

segredos com cheiro e sabor
segredos que vão na alma
inebriando-a de perfumes
segredos do coração.

Há palavras... palavras... palavras...

(20-06-2011 Maria)

Ás vezes...
preciso de estar só
só com os meus pensamentos
antes que eles se escoem
na brevidade dos momentos.

Ás vezes...
contemplo o meu ser
refletido na implacável
espiral da minha alma
e nela sou andarilha
onde busco contemplar
as minhas paisagens interiores
onde, por vezes, ribombam tempestades.

Ás vezes...
oiço vozes que ecoam no meu íntimo
e se escoam pelas janelas
das minhas memórias eternas.

Ás vezes..
insisto em procurar atalhos
em passagens curtas dentro de mim,
mas é na extensão do caminho
que percorro na vida,
que consigo ver o melhor
que há em mim...



(14-06-2011 Maria)

Se eu soubesse...

Onde se esconde a minha alma
nesta invisibilidade
que o meu ser abarca,
fonte das minhas emoções,
ribeiro dos meus sentimentos,
rio das minhas sensações,
mar dos meus pensamentos.
Queria segredar-lhe
devagar, carinhosamente.

Ah! se eu descobrisse
onde a minha alma se refugia
lá no fundo, profundo do meu ser
a ela me confessaria..
nas palavras sentidas
nos enfermos terminais da consciência,
que o amor não se esconde
que a liberdade me pertence
que a felidicade emancipa.

Ah! se eu soubesse onde se esconde
a minha alma,
adormecia serenamente nos seus braços.

(12-06-2011 Maria)
Memórias...

Dizem que as memórias são eternas.
E eu sei que são lembranças
guardadas na alma,
lembranças de uma vida.
Umas são frágeis,
que se foram, deixando a dor...
outras, são memórias de um tempo,
de momentos únicos, especiais...
Memórias da minha alma,
de um momento, de um amor,
que, de repente, me faz lembrar
bem devagar, sem pressa...
Dizem que as estrelas
são pontes para o céu
onde as lembranças
se espalham no firmamento.
E eu ainda procuro
o meu bocadinho de céu
sempre á espera da minha estrela
e onde guardo as minhas memórias...eternas.

(11-06-2011 Maria)
Queria...

Queria, queria saber
onde irei quando morrer..
Se eu soubesse, eu iria lá,
em alma navegante
onde o mar beija a terra
na busca de desejos
esquecidos pelo tempo.

E assim embalar-me-ia
em lembranças sopradas pelos ventos
e deitava o meu corpo na areia branca
onde o mar, suavemente, deixa a espuma.

Queria recolher todas essas lembranças
e amarrá-las num bouquet,
como flores preciosas e enrolá-las
com uma fita roubada do arco irís..
E assim doá-las á eternidade...

Queria.. que esse fosse
o meu último desejo...

(10-06-2011 Maria)

Minha alma rasgada..

Mudei a cor da minha alma
iluminei-a de paz e serenidade,
voltei no tempo,
aumentei-me em espaços
e fiz-me á vida.
Naveguei em oceanos de esperança,
vi outras almas como a minha
e descobri que a minha alma humana
ainda sofre...

Amparei com as minhas mãos
o meu coração ensanguentado
na esperança que devolvesse
a luz que me fugia,
e me forçou a sonhar
e a enfrentar o dia.

O amor não se programa,
não se aprende
e quando se sente
é um belo e doce amanhecer
e a vida a pouco e pouco
vai deixando acontecer...

Mas as luas , como a alma
mudam de cor,
afastam-se sem aviso,
já não oiço o som do vento,
tenho apenas gravados os sons
dos dias que vão passando.

Porque a alma e corpo
não se acompanham,
porque se afasta o corpo
deixando-a só
e avança pedindo espaço
e deixa em fogo a alma
a arder constantemente.

Os corpos encontram-se
como ondas que se agitam
e as almas se distraem
e se encostam de cansaço
em sonhos que se abraçam
e se elevam na esperança louca,
pela procura de um beijo.

Mas as noites são nuas,
sem alma e sem corpo
e lá fora já não arde a fogueira do amor
e a vida triste se debruça
sobre a minha alma,
assim...rasgada...

(07-06-2011 Maria)

Almas..

Minha alma é ar
de suaves brisas e tempestades,
levada pelo vento
em gritos silenciosos.

Minha alma é água
pura, cristalina
que brota na fonte
e se transforma em rio
abrindo caminhos e,
alargando as margens
do desconhecido.

Minha alma é fogo
labareda viva de ser
e cinza de morte padecer,
calor da minha alma
e das cinzas renascer.

Minha alma é terra
ateada pelo fogo
regada pela água
sulcada pelo vento.

Minha alma é vida...

(06-06-2011 Maria)
Alma rio..

Tenho um rio dentro da alma,
onde o longe é perto
e os sonhos são infinitos
que vão preenchendo
os meus espaços vazios.

Tenho um rio dentro da alma,
com um caudal de saudade
dos momentos únicos da infância,
em que as mãos cheias de nada eram tudo.

Desfolho as palavras
que são pégadas na margem do meu rio,
trago na vida esse rio de alegrias e tristezas
e assim alargo as minhas margens interiores
onde as ondas se espalham
pela aragem do vento que me traz á roda,
e me faz desenterrar recordações
que são de todo o tempo.
E assim, junto as pontas da vida
e escrevo, escrevo sobre os meus pequenos nadas.

(05-06-2011 Maria)



A minha alma..

A minha alma...
carrega história..
onde o tempo
passa lento,
viajando nos sonhos
carregado de mistérios.

A minha alma ás vezes chora...
nas minhas mágoas..
nas minhas alegrias..
e no meu silencio
eu me silencio.

A minha alma...
caminha num futuro,
talvez incerto..
mas na certeza do meu ser.
Solto um grito silencioso,
fecho a porta da ilusão,
deixo o dia anoitecer..
a chuva cair..
e o sol brilhar
e num mágico momento
eu me desvendo num murmúrio e digo...

" sou apenas uma alma.."

(03-05-2011 maria)
Metade da minha alma
é feita de maresia.
Encosto a cabeça ao mar
e a minha alma funde-se nele.
Oiço os sons das marés
em suaves balançares,
e espero que a meresia
a cubra, a tape, a..
E as ondas uma a uma,
a destapem, destapem
revelando a Alma
que traz a paz ao meu corpo
e que completa o meu ser.

(02-06-2011 Maria)




Eu me procuro..

Eu me procuro
em cada recanto de mim,
em cada espaço da minha mente,
apalpo os meus pensamentos.
Ás vezes as minhas ideias
tecem-se no escuro
e parecem fluir como gente.
Por momentos desço fundo,
parto á procura do meu ser,
á procura dos meus espaços interiores.
Procuro navegar no meu mar interior,
sentir as ondas bravias da minha alma.
Porcuro a essência
que a existência do meu ser
ainda não me revelou.
Procuro em mim
a afinidade dos sentimentos,
mas a minha alma poética
ainda não me segredou
a busca em mim o desejo
de mergulhar de cabeça
na superfície das palavras...
Procuro encontrar-me onde parei,
pelo caminho do meu destino.

(02-06-2011 Maria)

Palavras olvidadas..

Como uma vertigem
naquele mar imenso
vagueio como uma ave,
embriagada pelo seu voo
atravessando o reverso do céu,
e num momento
eleva-se a minha alma
como uma pluma
subindo ao reino dos sonhos
para alojar as minhas palavras
e os meus pensamentos.

Na distância que percorro
eu mudo o meu ser,
permuto a minha existência
e esculpo o meu mundo
em palavras sentidas,
palavras que se olvidam pelo tempo,
que correm em turbilhão
e se congregam naquele
mar de letras onde me escrevo.

(31-05-2011 Maria)

Minha alma nua..

Sinto a minha alma nua
por sentimentos misturados
que me turvam a visão.
Oiço vozes que não são minhas,
sinto o calor que não é meu.
Ja não sei quem sou.
Quem serei...
Também não me importo.
Sinto-me estranha dentro de mim.
Caminho em silencio
por lugares que me levam
a nenhures.
Caminho pela praia
sem deixar vestígios,
apenas os contornos
desenhados pelas ondas
que lambem a areia...
E vou desenhando, aliatóriamente
palavras soltas, assim...
livres, sem compromissos,

sem pressa,
sem volta.
Assim como as ondas do mar..
Assim, numa alma nua...

(30-05-2011 Maria)































Alma de estrelas..


Quem me dera entregar a alma
ao voo mais profundo do meu ser,
como se fosse capaz de libertar,
todas as cores do meu pulsar,
todo o brilho que há em mim.

Talvez assim pudesse ela
escrever o céu com estrelas
e á noite pudesse lê-las em silêncio,
como em silêncio se lê a alma.

(26-05-2011 Maria)



Longa a noite...

Longa noite me espera
num silencio de gritos sufocados
ecoando aos meus ouvidos,
sons vibrantes de vida.
Tenho pensamentos desconexos por vezes,
povoados de palavras sem sentido.
Flutuo dentro da minha alma
e oiço o eco dos meus passoas
no vazio de mim.
Procuro o fio condutor dos meus pensamentos
e lanço fora todos os meus medos
deixando a alma fixa nos sonhos,
e os meus olhos buscan horizontes sem fim.
E nesta quietude do meu silencio interior
me deixo levar... pela noite dentro.

(24-05-2011 Maria)

(Pensamento)

A essência da vitalidade da minha alma
está na simplicidade.
Tenho um constante desejo de ver e conhecer.
Não está nas folhas de papel como percebemos,
mas no tempo de viagem que fazemos
entre a vida e a morte.
E é a maneira como vemos
que vamos percebendo todos os ângulos
que o prisma nos tem para revelar.
É esse o prisma da minha vida.

(21-05-2011 Maria)







Procuro...

Hoje procuro encontrar a minha alma,
procuro-me a mim mesma.

Procuro...

Como o sol busca o horizonte
quando o dia se definhe para desaparecer.

Procuro...
Como a lua procura o firmamento estrelado
em busca de companhia ao anoitecer.

Porcuro...
Como a nascente procura e desbrava caminhos
para se transformar em rio
que busca o mar para desaguar.

Procuro...
Como as plantas procuram a chuva
para saciar a sede.

Procuro.... simplesmente procuro
entender o que a minha alma é...
se sol... se lua...se rio...se planta,
ou apenas tudo isso.


Simplesmente procuro...

(20-05-2011 Maria)







Dos sons do meu silêncio .

Dos sons do silêncio
da minha alma que oiço,
gosto da voz das crinaças,
anjos da minha rua.
Gosto do canto dos pardais
pela madrugada
e sinto um apego
aos suspiros do vento.

Dos sons do silêncio
que a minha alma me oferece,
cuido dos sons
dos meus pensamentos,
guardo o choro das minhas mágoas
e amo as batidas do meu coração.

Dos sons do silêncio
que a minha alma me deixa,
inspiro-me nas palavras
que liberto ao mar
que em ternos sussurros
me revela os segredos
que a minha alma encerra.

(18-05-2011 Maria)




Meu mar de sonhos..

Ás vezes, sinto o apelo do mar.
Ele chama-me em sonhos, e eu vou...
Sento-me e contemplo-o
e ele diz-me...
"Vem, deixa a tua alma
levar-se pelas minhas ondas.
Deixa que elas levem as tuas mágoas,
as tuas tristezas"
Eu sinto a minha alma inundada
de frescura e sal,
de estrelas do mar e de anémonas.
Por momentos sinto que lhes pertenço
que me abraçam num enlevo único.
Alma e Mar fundem-se, como duas mãos
que se tocam, que se dão..

(15-05-2011 Maria)



Mar de alma...

Diante do mar imenso
daquele azul profundo
que me impregna a alma,
antes que o tempo
me engolisse devagar
sem traçar caminhos,
deixo no mar os meus fragmentos
e liberto a minha voz em pensamentos
como corpo inteiro imerso nas suas águas.

E assim o mar invade-me,
faz-se espuma,
e envolve a minha alma de maresia.
Escuto os seus murmúrios,
as suas revoltas,
como se o mar me rodeasse
dos meus pensamentos
devolvidos pelo vento.

Enfim...
deixo-me encantar
afogando-me num sorriso
neste mar da minha alma..

14-05-2011 Maria







Gosto...

Gosto da paz das horas silenciosas
das noites tranquilas
por onde as estrelas cintilam
e a lua exala o seu suave brilho luminoso.

Gosto de deixar a alma
falar por entre os dedos
deixando-a guiar
os meus pensamentos e os meus sentires.

Gosto de percorrer o que vejo
e absorver o invisível
ir da tempestade á bonança
e traçar um rumo de esperança.

Gosto de agarrar o tempo
que corre veloz,
mas o tempo corre atrás do vento
e nas asas do vento
deixo a minha alma levar-se pelo tempo.

09-05-2011 Maria